domingo, 23 de dezembro de 2012

Heinz Thorne

Heinz Thorne nasceu e cresceu na Rússia, embora seu pai fosse britânico. Nunca conheceu sua mãe, nem ouviu falar dela, já que este é um assunto que seu pai evita entrar em detalhes. Sempre acreditou que ela o abandonou sob a responsabilidade de seu pai, e por isso, nutre algum tipo de raiva por ela. 

Quando fez cinco anos, descobriu uma varinha velha em uma caixa esquecida no sótão. Foi assim que descobriu que sua mãe era uma bruxa e que quando chegasse a hora, ele também seria. Foi aos onze anos que ele recebeu a carta de Durmstrang, e uma visita do atual professor de Arte das Trevas Sergei Ivanovich.  Era um homem assustador, com feições sombrias e uma enorme cicatriz que trespassava todo o seu olho esquerdo.

Não foi com a cara do homem imediatamente, o que contribuiu para que seus anos no colégio fossem transformados em um inferno. É, ele sofreu cada dia dos quatro longos anos que passou por lá. Sofreu bulling, foi maltratado e se transformou em um adolescente soturno e rebelde. 

Logo em seu primeiro ano, arranjou briga com um garoto gordinho e baixinho que se achava o melhor só por ser descendente de Stálin. Sua altura e condição física contribuíram para que vencesse aquela luta, mas não o ajudou quando esse mesmo garoto juntou uma trupe para atacá-lo. No segundo ano as brigas apenas pioraram, e ele passou a receber detenções por elas. Arranjar briga com o alto escalão da escola se tornara então uma questão de honra, e escapar das detenções depois se tornou questão de vida ou morte.

Talvez você se pergunte onde estava o pai dele quando isso acontecia, mas saiba que o que acontecia em Durmstrang, ficava em Durmstrang. Pelo menos se tratando de parentes trouxas. Heinz sabia que se seu pai sequer imaginasse o que acontecia, Sergei não hesitaria em tentar matá-lo. Era mais seguro ficar calado. 

Tudo ficou ainda pior no terceiro ano, a ponto de faltar as provas finais por causa de um ferimento muito profundo e repetir de ano. O estopim foi quando bateu tanto em um garoto que ele ficou inconsciente por quase um mês. Por azar, ou talvez sorte, ele era filho do diretor de Durmstrang e Heinz foi expulso do Instituto por mau comportamento.

No ano seguinte conseguiu uma vaga em Hogwarts, graças à um conhecido de sua mãe que ficou sabendo do acontecido. Heinz queria negar o favor, não queria nada relacionado à sua mãe. Mas quando comunicou seu pai de sua decisão, o olhar de decepção dele foi o suficiente para fazê-lo mudar de ideia.

Por algum motivo que não sabia explicar, Heinz sempre quis obter o orgulho de seu pai. Desde muito pequeno tudo o que fazia visava à aprovação do pai. Desde arrumar seus brinquedos nas caixas corretas à tirar boas notas mesmo não dando a mínima para as matérias do colégio.

Mesmo em Hogwarts, os problemas pareciam não deixá-lo em paz. De primeira, enfrentou algumas desavenças com uma linda garota chamada Kyra. Algumas talvez seja uma palavra um tanto amena para descrever a quantidade das discussões, mas depois de algum tempo aquele rosto simplesmente passou a fazer parte de sua rotina.

O caso é que, de repente não tão de repente, Heinz se viu preso pela cor dos cabelos de Kyra, e enfeitiçado pelo seu olhar. Não soube, e ainda não sabe, o que acarretou tal mudança. Procura sabê-la, todos os dias antes de dormir, mas não sabe nomeá-la, ou talvez saiba, mas não tenha coragem de admitir.

Heinz cresceu solitário. Nunca teve muitos amigos, e os poucos que mantinha desapareceram assim que partiu para Durmstrang. É desconfiado também, vê segundas intenções em cada ação das outras pessoas, e por isso, tem muita dificuldade em fazer novos amigos.

Não que seja tímido: é perfeitamente capaz de manter uma conversa com alguém, sem se importar com o que ele pensa, só nunca teve paciência ou incentivo o suficiente para mantê-la. É uma pessoa de poucas palavras, que responde violentamente ao menor estímulo, apenas por estar acostumado a fazê-lo. Apesar disso, pode ser carinhoso e compreensivo depois que ama uma pessoa, como acontece com seu pai.

Ele mantém seus cabelos louros longos, de maneira que cheguem até um pouco abaixo de seus ombros. É alto e bastante musculoso, simplesmente porque teve sorte e uma boa genética. Nunca trabalhou demais para isso, embora tenha se mantido em forma para ser capaz de vencer uma briga com facilidade.

Seus olhos, apesar de azuis claros, são bastante sombrios e mostram pouco do que sente. Em quatro anos passados em Durmstrang, aprendeu que os olhos são sim a janela da alma. Possui uma quantidade incontável de cicatrizes, mas a única realmente visível para todos é a que tem no braço, fruto de um feitiço de Arte das Trevas conjurado por seu professor em uma das detenções.

Ela costuma doer quando algo ruim está para acontecer, mas Heinz raramente entende a dor como um sinal. Pensa que é algum resquício do feitiço, ou que a enfermeira não quis curá-lo totalmente.

O que Heinz mais gosta em Hogwarts é o verão. O céu azul e o clima quente, fazem-no lembrar-se de quanto a Rússia era fria demais. Nesses dias, ele prende o cabelo em um rabo de cavalo e usa uma blusa leve, em companhia de uma calça jeans. O único problema é deixar sua cicatriz à mostra, mas vale a pena.

Não tem animais de estimação, mas gostaria de ter um gato. Gosta da maneira que eles são independentes e inteligentes. Além disso, pode confiar que o gato dificilmente vai mentir ou traí-lo de alguma maneira.

Tem um hobby também, costuma desenhar quanto se sente entediado ou triste. Gosta de desenhar rostos principalmente, mas também desenha algumas paisagens. Pouca gente sabe que ele desenha, e menos ainda já viram seus desenhos.

Heinz não tem preconceitos com o pessoal das outras casas, muito mais por não conhecer ninguém por qualquer outra coisa. Ele não fala com ninguém a não ser que seja estritamente necessário.



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